O tosco e irrelevante academicismo do Brasil


Eu creio que o academicismo no Brasil em nada contribui para o debate filosófico.

Por mais que, dentro da academia, se tente debater questões de ordem social, advogando mudanças de paradigmas econômicos no intuito de uma transformação social, é, a meu ver, o que nem sempre ocorre.

Há uma blindagem de grupos que procuram gravitar em torno de um monotema.

São os casos dos interesses temáticos.

Se você não advogar os interesses dos grupos estabelecidos dentro da academia, você, na certa, estará alijado de toda inserção.

Falo isso, porque presenciei essas formas espúrias, quando tive oportunidade de frequentar certas universidades, especialmente a PUC-SP, mais particularmente o Departamento de Pós-Graduação de Filosofia.

Há um ranço acadêmico só visto em outros tempos em outros setores.

Com essa profusão acadêmica, por onde se deve ratificar todo pensamento, seja literário, sociológico, filosófico, há a chamada marginalização de quem não pensa com e de acordo com a academia.

Nesse sentido, a academia ao se elitizar fere toda forma de ampliar qualquer debate que possa contribuir para o seu avanço.

Eu, por exemplo, sofri toda espécie de marginalização e exclusão por parte, mais especificamente, de um professor e de seus asseclas, que estão hoje todos com titulações de doutor e pós-doutor.

Na época, fui criticado e ignorado.

Na verdade fui insultado até por um aluno quando eu tomava café numa dessas lanchonetes da universidade.

Mas eu resisti e perdi o meu mestrado.

Todavia, o reconhecimento vem acontecendo, mesmo que tardio.

Por isso, também, sou criticado, porque quem me elogia foi da mesma forma ignorado no Brasil.

Sendo que no exterior o seu nome cada vez mais se amplia, seu nome: Olavo de Carvalho.

O problema é que ele é considerado um homem conservador.

Mas eu, na verdade, prefiro um homem conservador sincero, a homens supostamente bem intencionados que só querem se locupletar com títulos anódinos.

Falo isso, porque leio os livros ou as teses desses discentes e desse docente, e posso dizer que não passam de um amontoado anódino de um arremedo de uma fancaria abstrusa de nada que só intenta demonstrar um valor que efetivamente não tem.

E é por isso que carregam no bojo de seus cv os títulos de doutores e pós-doutores do nada.

Quem sobreviver verá que as traças ir-lhes-ão comer!

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